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Francisco Dias da Costa |
| Breve nota bio bibliográfica | |
| Poeta e prosador, Francisco Dias da Costa, nascido em Monte de Trigo, Portel – Évora, em 17 de Janeiro de 1923, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu durante dezenas de anos intensa advocacia. Tendo iniciado a sua profissão em Lisboa, onde pensava fixar-se definitivamente, viu-se constrangido a deixar a capital, pressionado pelo temor das sequelas de gravíssima doença que o prendeu ao leito, pode-se dizer, durante doze anos. | |
| Transferiu-se então para Tavira onde reside (e resiste…) desde fins de 1959. Aqui publicou: No Mundo dos Lilases – Breves Notas de Viagem; Maravilhoso Guadiana – As Grandezas – As Misérias – O Mistério; Floridas na Pedra – Hidrografia do Vascão e a Serra do Caldeirão ou Mú. Em poesia escreveu: Canto da Longa Madrugada; Concerto em Sol Maior; Anamnese da Esperança; Meditação da Esperança; O Outro Lado; As Apóstrofes e Incómoda Memória. Publicou, até ao momento actual, dez livros, sete de poemas e três de prosa. | |
| Antologiou e editou ainda os Poetas Alentejanos do Séc. XX. Colaborou em diversos jornais e revistas literárias, entre eles: Vértice, Seara Nova, Via Latina, República, Avante, Diário do Alentejo, Imenso Sul, Jornal de Serpa, Diário do Sul, Independência de Águeda e Democracia do Sul. Em Espanha publicou na Revista de Extremadura, do Ayuntamiento de Cáceres, dirigada pelo Filósofo Romano Garcia. Mereceu resenhas críticas, da autoria do Prof. Doutor Romano Garcia, na Revista de Extremadura (nº 23). E também do Prof. Doutor Juan Maria Carrasco Gonzalez na Revista de Extremadura (nº7) e Revista Alcântara (nº16). Em Portugal suscitou a atenção entre outros, da escritora Fernanda Botelho (Revista Colóquio/Letras – Fundação Calouste GulbenKian, Lisboa) e do Prof. Doutor L. Caetano da Rosa, da Universidade de Humboldt – Berlim ( Imenso Sul – Évora ). | |
| Participa no I Encontro de Escritores Huelva-Algarve e colabora na emergente antologia Palabras sin Fronteras/Palavras sem Fronteiras. De par com este labor fecundo nos universos jurídico-forense e literário, desde muito jovem se empenha no combate cívico e político, pela liberdade, pela democracia, pela paz. Militante do M.U.D. Juvenil foi preso pela polícia política em 1947 e 1955. | |
| Indefectível na luta por uma cidadania plena, participa nos momentos cruciais da oposição ao Estado Novo. Subscreveu a propositura do Prof. Ruy Luís Gomes à Presidência da República. Teve intervenção empenhada nas campanhas eleitorais de Norton de Matos e de Arlindo Vicente – Humberto Delgado. Representou O Conselho Português Para a Paz e Cooperação na Assembleia de Bruxelas (Maio de 1972) com o envio, de uma Mensagem, datada e remetida de Tavira, dada a impossibilidade de se ausentar do país por razões de natureza profissional; e também na Assembleia de Liége (Abril de 1975) onde teve intervenção presencial na Quatrième Comission – L’Europe et le Monde. | |
| Interveio no 3º Congresso da Oposição Democrática (Aveiro – Abril 1973) com a tese “O Povo Português a Caminho da Democracia “. Liderou a Oposição Democrática do Algarve, no período pré-revolucionário de 1969. | |
| Desenvolve intensa actividade e tem papel decisivo na instituição e consolidação do poder local democrático em Tavira, impedindo que a Câmara Municipal fosse tomada pela Direita. Apaixonado da agricultura tornou-se notado na citricultura e na viti-vinicultura que ainda pratica. | |
| É sócio da Associação Portuguesa de Escritores – A.P.E. e da Sociedade Portuguesa de Autores – S.P.A. | |
| E. G. | |