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Da morte dos sete cavaleiros e de como o Mestre tomou Tavira. Vendo-se os Mouros, em especial os moradores de Tavira e seus comarcos, perseguidos do Mestre que em nenhum lugar estavam seguros dele houveram antre si conselho e acordaram de lhe mandar pedir tréguas até o mês de Setembro, porque era já entrado o mês de Julho, em que era necessário recolher o pão e fazer seu alacil de figo e vendima, o que no ousaram fazer com medo do Mestre e de suas gentes.(...). E sendo os Cristos e Mouros seguros, por razão destas pazes, comearam a comunicar-se uns com os outros no que lhe compria. Mas elas duraram pouco e não chegaram ao termo por eles assentado e a causa foi esta. D. Pedro Pires, comendador-mor de Santiago, que andava em companhia do Mestre, disse um dia a outros cavaleiros que, por seu desenfadamento, pois estavam em tréguas, deviam ir caçar às Antas, que eram dali a três léguas, para o que tinham boas aves de alternaria. (...) Com esta confiança partiu de Cacela D. Pedro Pires com outros cinco companheiros e, tomando o caminho direito por Tavira, entraram pela ponte e atravessaram polo meio da praça e porto da vila, a cavalo, com seus açores e outras aves de caça em suas mãos; e foram ter às Antas, ~ua légua de Tavira, junto da ribeira, onde começaram a caçar com muito prazer e contentamento. (...) pag:70, 71 |
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A cidade de Tavira d'el-Rei; (...) pag: 139 A cidade de Tavira (a que também chamam Tavila) (...) de dous mil vizinhos e os Mouros a povoaram. Tem uma cerca antiga, e o arrabalde, que o milhor da cidade, no está cercado. Na entrada da barra, parte de levante, está comeada ~ua fortaleza grande e formosa (...) Tavira muito viçosa, abundante e fértil assi de muitas frutas e hortaliça, como de muitas águas, fontes, e de muitos poços, que há pela cidade(...) Tem dous mosteiros de frades, um de Franciscos observantes e outro de Agostinhos, e um mosteiro de freiras da ordem de São Bernardo. E duas freguesias. (...) pag: 166 |
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| De Tavira, da parte de dentro da costa, corre um rio cinco léguas até a cidade de Faro, que se chama o rio de Santa Luzia, o qual tomou o nome de ~ua ermida da mesma santa, que junto dele está; e entre o rio e a costa do mar vai ~ua ilha de medos d'area de largura de um tiro de pedra e a partes mais larga e cavando-se em qualquer lugar dela se acha gua doce mui estremada: a qual ilha serve de muro e defenso (...) pag: 167 |
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| in: Duas descrições do Algarve do Século XVI | |