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(...) perto da cidade
receberam-no três dezenas de homens. Nesta forma chegou à cidade na entrada
da qual lhe tinham feito um arco de madeira, muito grande e formoso, a
modo de porta, concertado de panos de seda, e algumas figuras de vulto
nele. Aqui lhe fez o prior a fala que se segue: Muito Alto e Poderoso Rei, e Senhor Nosso, considerando esta sempre leal terra de Tavira e nobilissima natureza. Alteza e Magestade de seu Real estado, receava oferecer este nada das grandes honras, louvores e serviços que Vossa Alteza, nesta hora lhe merece, em se lembrar dela, e a visitar em sua pessoa e presença Real. Porém entendendo que juntamente com ser Rei da terra e Ministro daquele supremo Imperador dos Céus, pelo qual todos os Reis do mundo reinam, e imitam segui-lo, com a seu superior na condição, que contentar-se com pouco, ainda que os homens lhe devam muito. (...) pag: 116 |
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(...) e obrigou a
Tavira e seus moradores, os primeiros que malbarataram suas fazendas
por acudirem ao socorro, arriscando suas pessoas, em que muitos perderam
suas vidas em serviço de Vossa Alteza e sustentação do seu Real estado
(...) (...) a rua estava tão cheia de gente, assim da terra como de castelhanos, que vieram ver a El-Rei de Aiamonte, que no havia poder romper. (...) . pag:117. |
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in:
INTRODUO (...) Verifica-se que o Norte de África estava a alcançar uma nova dimensão, no projecto político do Príncipe Perfeito, enquanto a nobreza senhorial ia ganhando capitanias, tenças e comendas e, nas entradas, ricos despojos que, segundo seu antigo costume, eram bem repartidos, a Coroa lançava as bases de um protectorado, na região. (...). Como a realizaço deste empreendimento, o Algarve na linha de tradição da política de África, desempenhava um papel ímpar, desloca-se o Monarca, com a Família Real e a Corte para Tavira, onde cada dia de tudo o que se passava recebia contínuos avisos. (...). pag: 32 |
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| in: Uma Jornada ao Alentejo e ao Algarve | ||