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De Farrobilhas a S. Lourenço...
(...) A 23 de Julho de
1596 piratas Ingleses atacam o porto, desembarcam e saqueiam diversas
povoações, como Faro, onde, segundo a tradição, incendeiam a cidade e
roubam a biblioteca. Porém, em S. Brás de Alportel os piratas foram
corridos à "cacetada". Costuma-se atribuir a decadência e
desaparecimento de Farrobilhas ao ataque dos piratas, mas pensamos que
se deve ao progressivo assoreamento desta zona costeira, à semelhança
do que aconteceu com
Tavira. O Rio Gilão
assoreou e o porto de
Tavira
ficou inoperante, o que forçou o Marquês de Pombal a encontrar outra
alternativa que foi a construção do porto de Vila Real de Santo
António. (...) |
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A História de Tavira
Na Capela-Mor de Santa Maria do Castelo, embebida
na parede medieval, pode ainda hoje ver-se uma lápide com sete
cruzes vermelhas. São cruzes de Santiago, e estão ali desde a
conquista cristã da cidade para recordar aos vindouros o sacrifício
dos sete cavaleiros mártires de Tavira. (...) |
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1239 –
Morte dos Sete Cavaleiros na contenda do sítio da
Antas (Luz) :D Pedro Pires (Peres ou Rodrigues?) (Comendador da
Ordem de Santiago em Castela), Mem doVale, Durão(ou Damião) Vaz,
Álvoro (Álvaro) Garcia (ou Garcia Estevam) , Estêvão (Estevam) Vaz
(Vasques), Beltrão de Caia e o mercador Garcia Roiz
(Rodrigues). (...)
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Talábriga: Notas
Historiográficas
O problema da
localização de Talábriga tem sido discutido desde o século XVI.
Primeiro pensou-se que ficaria em Cacia
ou Aveiro.
Depois generalizou-se a convicção de que ficaria no freguesia da Branca,
Albergaria-a-Velha. Actualmente, parece demonstrado que Talábriga se
situou no Marnel, concelho de Águeda. |
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O foral de Tavira como o de
Silves, Faro e Loulé, são os mais antigos do Algarve e foram
concedidos por D.Afonso III, em Lisboa, no mês de Agosto de
1266. Está registado no Livro lº de Dom
Afonso III, fl 97 v. e arquivado na Torre do Tombo. In
II Jornadas de História / Clube de Tavira
(1993) Armando da Costa Franco António Araújo de Sousa |
Foral de Tavira |
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"A cidade das igrejas", assim é conhecida a cidade de Tavira. As
32 igrejas existentes são um importante testemunho da devoção
católica do povo algarvio. No sec. XVI, Tavira era a maior cidade do
Algarve. É bastante remota a ocupação romana no concelho. Em plena
cidade encontra-se, aínda em bom estado de conservação, uma
importante ponte romana.(...) |
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Die Geschichte der Stadt Tavira
Die Wissenschaft
ist sich darüber einig, daß Tavira schon in der Altstein- und
Kupferzeit (100.000 - 1.000 v. Chr.) bewohnt war. Ebenso lassen
sich nach dem keltischen Einfluß ( ab 1 000 v.Chr.)
regelmäßige Handelsbeziehungen mit den Phöniziern und
Griechen ( 900 - 500 v.Chr. ) und sodann mit den Karthagern
(bis 200 v.Chr.) nachweisen.(...) |
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ROMAN
TAVIRA
Tavira has been occupied since pre-historie times. There is
evidence of commercial contact, between the local population and the
Phoenician, Greek and Carthigian
civilisations.(...) XIX E XX CENTURIES IN
TAVIRA
The area
of urban development expanded, with many buildings being constructed
in old gardens, in the town and also in open spaces and
on farms, in the outskirts of the town.(...)
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Município de TAVIRA |
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História : A ocupação humana de Tavira remonta à pré-história e
está associada à exploração mineira do nordeste algarvio e às trocas
comerciais com o Mediterrâneo. Durante o domínio islâmico, Tavira
torna-se uma das principais povoações do Algarve. Em 1242, os
Cavaleiros da Ordem de Santiago ocupam a cidade. Torna-se no
principal porto de apoio às guarnições portuguesas depois da
conquista de Ceuta (1415), o que leva à sua elevação a cidade em
1520. |
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TAVIRA E O
SEU TERMO O TOPÓNIMO "BELA-FRIA" |
"BELA-FRIA" |
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Por: Arnaldo Casimiro Anica
(...) do topónimo "Bela-Fria" que é o nome pelo qual é
conhecida a zona da cidade de Tavira situada imediatamente a
noroeste da antiga "Vila-dentro" e onde existiu até aos anos setenta
do séc. XX uma horta a que se dava aquele mesmo nome. Nesta se
construiu logo a seguir ao "25 de Abril de 1974" o Bairro SAAL ou o
1.º de Maio. (...)
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CASTELO DE TAVIRA |
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A actual cidade de Tavira assenta numa e noutra das margens do rio
Asseca e apenas a uns escassos três quilómetros da orla marítima,
essa distância, aliás curta, talvez até menor outrora, e sempre
franqueável por via fluvial, ofereceu a esse lugar características
de porto marítimo que sucessivos povos da Antiguidade aproveitaram,
Concretamente se sabe mesmo que no local de uma das modernas
freguesias, a da Luz, existiu a pré-romana Balsa, importante cidade
a que os Romanos deram,(...) |
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Tavira situa-se nas margens do rio Gilão, em posição de contemplação
sobre a Ria Formosa e o Oceano. Com a ria Formosa quase a terminar
em Tavira, domina a praia de areia.
As terras são baixas, rentes ao mar e o litoral envolve-se em rios,
sapais e lagunas que servem de maternidade e onde a vida se
multiplica. (...) |
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Tavira Cidade de Fé e
de História
Tavira, cidade
desde 1520, foi a primeira e principal do Reino do Algarve, contando
com mais de 6000 habitantes e recebendo no seu porto 44 navios de
alto porte, da Flandres, Alemães, Ingleses e Biscainhos. Com os seus
homens envolvidos na conquista do Norte de África (Ceuta, Arzila e
Tânger), e mais tarde na descoberta e colonização de toda a costa
africana, a cidade tornou-se o principal porto de apoio à expansão
marítima portuguesa. (...). |
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O castelo, as muralhas da cidade e a ponte (extrato) …A voz do povo
fala convictamente sobre uma ”ponte romana” em Tavira.
Os historiadores com as suas pesquisas
ainda não conseguiram nem provar nem negar a sua existência de
forma convincente. Não é possivel determinar a verdadeira
localização desta ponte que provavelmente existiu ligando Faro
e Mértola/Beja evitando assim os intransitáveis caminhos dos
montes algarvios. (...) |
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Alfândega de Tavira
Esta Alfândega já existia no século XVI. No século XVIII esteve
subordinada à Superintendência das Alfândegas da Província do
Alentejo e Reino do Algarve (Lei de 26 de Maio de 1766 a pag. 356 do
ms.11G). Durante o século XIX foi perdendo a sua antiga importância
sendo pela última vez mencionada na reforma de 28 de Junho de 1842,
como alfândega de porto de mar. Dependente da Alfândega de Faro
pelas reformas de 1864 e 1885, ficou encorporada no Círculo
Aduaneiro do Sul (Alfândega de Lisboa) pela reorganização de 29 de
Dezembro de 1887. |
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