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Quadras de António Aleixo Poeta popular algarvio |
| Em Loulé, como homenagem | |
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Sou humilde, sou modesto; Mas, entre gente ilustrada, Talvez me digam que eu presto, Porque não presto p’ra nada. Eu não tenho vistas largas, Nem grande sabedoria, Mas dão-me as horas amargas Lições de filosofia. Tu não tens valor nenhum, Andas debaixo dos pés, Até que apareça algum Doutor que diga quem és. À guerra não ligues meia, Porque alguns grandes da terra, Vendo a guerra em terra alheia, Não querem que acabe a guerra. Depois de tanta desordem, Depois de tam dura prova, Deve vir a nova ordem, Se vier a ordem nova Eu não sei porque razão Certos homens, a meu ver, Quanto mais pequenos são Maiores querem parecer. Vemos gente bem vestida, No aspecto desassombrada; São tudo ilusões da vida, Tudo é miséria dourada. Os novos que se envaidecem P’lo muito que querem ser São frutos bons que apodrecem Mal começam a nascer. Este livro que vos
deixo |
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