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Intervenção política até à Revolução de 25 de Abril
Quando regressa a Portugal, em 1967, é colocado como professor em Setúbal; no entanto,
fica a leccionar pouco tempo, pois acaba por ser expulso do ensino oficial, depois de um período de doença.
Para sobreviver, começa a dar explicações.[3] A partir desse ano, torna-se definitivamente um símbolo da resistência democrática.
Mantém contactos com a Liga Unitária de Acção Revolucionária e o Partido Comunista Português — ainda que se mantenha independente de partidos — e é preso pela PIDE.
Continua a cantar e participa no I Encontro da Chanson Portugaise de Combat, em Paris, em 1969.
Grava também Cantares do Andarilho, recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo Melhor Disco do Ano, e o prémio da Melhor Interpretação.
Para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.
Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. Zeca participa em vários festivais,
sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP Eu vou ser como a toupeira.
Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum Venham mais Cinco.
Ao mesmo tempo, começa a dedicar-se ao canto, e apoia várias instituições populares,
enquanto que continua a sua carreira política na Liga de Unidade e Acção Revolucionária.
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